25 de ago de 2010

À FRANCESA...

O Xadrez é fascinante, mas desgasta muito e nem sempre é rentável. Muitos jogadores talentosos já o abandonou. Patrocínio, cansaço ou problemas de saúde (física ou mental) são os principais motivos. No século XIX, o americano Paul Morphy foi o primeiro caso notável de desistência. Deixou o xadrez no apogeu da carreira. O próprio Lasker abandonou o xadrez em 1924 e só voltou a jogar em 1934. Fine era candidato ao título mundial mas se retirou das competições para se dedicar a profissão de psicanalista. Rubinstein e C. Torre (GM mexicano) tiveram problemas psiquiátricos. O nosso Mequinho abandonou o xadrez com apenas 26 anos, pouco depois de ter se colocado em terceiro no ranking mundial por problemas de saúde. O GM norte-americano Tarjan deixou tudo para se tornar bibliotecário. O super talento peruano Granda também abandonou o xadrez e voltou para sua terra, para trabalhar como camponês. O jovem russo naturalizado norte-americano Gata Kamsky estava entre os top ten quando deixou os tabuleiros para fazer a faculdade de Medicina. O grande Fischer, talvez o maior dos campeões, depois de ter conquistado o título mundial fez o lance mais inusitado de sua brilhante carreira: abandonou o Xadrez... Aos 28 anos de idade!
Ensaiou um retorno vinte anos depois (1992), mas ficou por aí...

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